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Os buracos negros e a conjunção Saturno/Plutão

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buraco negro, abril de 2019

Todos devem ter visto que a comunidade cientifica internacional acaba de divulgar a primeira foto de um buraco negro. O objeto celeste foi capturado do centro da galáxia M87, que fica localizada na constelação de Virgem. O buraco mede 40 bilhões de km e está a 55 bilhões de anos luz daqui, intervalo de tempo que leva para chegar até aqui.

O evento foi resultado de algo extraordinário, fruto de um consorcio mundial, da união de forças entre vários laboratórios de observação astronômica que montaram oito radiotelescópios, espalhados pelo mundo afora, para obter a combinação dos dados numa só imagem. Os dados foram capturados ao longo de dez dias por todos eles, de forma sincronizada e concomitante.  Apesar de tal esforço ter sido feito por vários países, a noticia foi divulgada pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA em Washington. Mas na verdade, foram mais de 200 pesquisadores envolvidos no mundo todo e espalhados por 20 países. As imagens e dados foram capturados em abril de 2017 e processados ao longo de dois anos.

Conjunção Saturno/Plutão no céu de agora

Mas o que nos interessa aqui é comentar a sincronicidade desse evento, que ocorre sob a grande conjunção de Saturno/Plutão que está no céu atualmente. Queremos chamar atenção para o fato de que a primeira vez em que surgiu a ideia de buraco negro foi em 1915, numa previsão impressionante feita pelas equações matemáticas  do físico Karl Schwarzschild, que usando a Teoria da relatividade de Einstein, calculou o que aconteceria se fosse possível comprimir a massa de uma estrela além de um determinado limite. Schwarzschild  descobriu que a partir de determinado ponto, a gravidade seria tão intensa que nada escaparia dela. Ele enviou suas anotações e cálculos para Einstein, que os apresentou para a Academia Prussiana de Ciências tempos depois, após a morte do colega. Isso ocorreu em 1915 e a 1a grande conjunção de Saturno/Plutão do século XX se deu em outubro de 1914, no inicio do signo de Câncer.

Agora, novamente sob uma grande conjunção de Saturno/Plutão, os cientistas conseguem capturar sua imagem e comprovar sua existência. O que antes era uma suposição, ou até fruto da intuição e da imaginação de alguém (Câncer), hoje se torna realidade com a mesma grande conjunção no céu, agora em Capricórnio, signo da concretização e da materialidade. Fico fascinada quando vejo a sincronicidade entre o Céu e a Terra em operação: isso é Astrologia!

Astrologia

E o que é um buraco negro? É um objeto celeste, tão denso e comprimido, com tamanha gravidade que, dependendo da proximidade, nada consegue escapar de ser sugado por ele, nem a luz. Por isso ele é escuro. Pois bem, um buraco negro é filho de Saturno com Plutão, ou filho do senhor dos anéis e do limite visível do céu, Saturno,  com o senhor das trevas, da escuridão, dos extertores do universo e do inconsciente coletivo, Plutão. Sua foto até parece uma mistura das imagens dos outros dois corpos celestes. Vejam abaixo, que impressionante!

Imagens de Plutão
Saturno
Plutão
Saturno

E o que é uma grande conjunção? Segundo a Astrologia Mundial, quando uma conjunção entre planetas lentos do Sistema Solar acontece, refere-se a evento celeste de grande magnitude que ocorre entre longos intervalos de tempo, que reverbera na Terra através de eventos sociais e coletivos, também de grande magnitude, e que promove mudanças significativas na história das nações e nos rumos da humanidade. Portanto, quando Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão se encontram, chamamos a isso de grandes conjunções.

Essa grande conjunção entre Saturno e Plutão costuma reger o status quo econômico e político mundial ao longo de 36 anos, o intervalo de tempo em que o encontro entre eles se repete. Essa que ocorre agora, em particular, deverá dar um forte tom austero e estruturalista à realidade concreta, material, social e econômicopolitica dos próximos anos.  A última conjunção se deu em 1982, em Escorpião, ocasião da primeira grande crise do petróleo, tema regido pelo signo, protagonista da economia e motivo de muitas desavenças entre países nas ultimas décadas. Estivemos usando e abusando tanto desse recurso energético, que parece estar próximo do fim. Em contrapartida já estamos explorando novas tecnologias para obtenção de energia limpa, renovável e reciclável, coisa do próximo ciclo.

A conjunção anterior se deu em 1948, no signo de Leão, ocasião em que após a 2a guerra mundial se discutia os rumos da política mundial e da humanidade, além da fundação do Estado de Israel. E a grande conjunção anterior é justamente aquela a que nos referimos, que ocorreu em 1914, em plena 1ª Guerra Mundial, que mudou os cursos da história da humanidade para sempre.

As grandes conjunções entre Saturno com Plutão são sempre momentos de grandes crises mundiais, mas também fases que temos a oportunidade de fazer profundas revisões na economia, na politica e na sociedade. É exatamente assim que nos encontramos, não apenas no Brasil, mas em várias partes do planeta, que passam por momentos críticos para que nova ordem seja instalada.

E é assim que a Astrologia define os significados dos eventos celestes: observando o que acontece em sincronia com eles, mundo afora. E qualquer ciclo inicia-se na conjunção entre os dois planetas e o que quer que esteja traçado no céu daquele momento, quando as sementes são plantadas, se desenvolverá ao longo do ciclo, com as devidas consequências e repercussões. Depois vem a primeira quadratura, distancia que os separa por 90 graus, fase em que as sementes já se transformaram em arbustos e terão que resistir às intempéries para sobreviver. Um pouco depois, na fase de 120 graus, a planta se estabiliza e já podemos enxergar seus primeiros frutos. Mas é só na oposição, que é a separação de 180 graus entre eles, é que podemos vê-los se opor e se confrontar ou entrar em acordo e seguir o caminho juntos, derramando sobre nós as consequências de tudo aquilo que fora prognosticado na conjunção e na quadratura anteriores, de forma mais ou menos positiva. A ultima fase é a segunda quadratura em que temos que colher os resultados coletivos disseminados desde a conjunção e analisar o que foi obtido, considerando os acertos e os erros para que o ciclo seguinte possa ser vislumbrado e planejado. No caso do ciclo Saturno-Plutão, o processo todo dura ao redor de 40 anos. Muitos de nós nem estarão aqui pra assistir ao seu próximo encontro.

 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Foi muito bom ler esse artigo! Ele desvendou, com
    Muito clareza, a movimentação dos planetas e me permitiu maior acesso à consciência: como dialogar com esses tempos? Como passar por esse momento construindo soluções a partir do que aprendemos? Valeu, obrigado Ciça!

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